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Desvantagens do Capoto: o que deve saber.
· 6 min de leitura · H.M. Pinturas
Quais são as desvantagens do Capoto? As mais estudadas são a baixa resistência ao choque, a tendência para fissurar e o aparecimento de algas e fungos na superfície, e quase todas nascem de uma aplicação ou de um pormenor mal resolvido. Neste guia explicamos cada uma, porque acontece e como se evita.

Quais são as desvantagens do Capoto?
As desvantagens conhecidas do Capoto (ETICS) são a baixa resistência ao choque, a propensão à fissuração, a alteração da cor, a suscetibilidade a algas e fungos na superfície e a perda de aderência entre camadas. A isto somam-se um custo inicial superior ao de uma pintura e a necessidade de manutenção.
A lista vem da publicação técnica do LNEC e do Instituto Superior Técnico sobre ETICS, que nota que estas desvantagens têm vindo a ser parcialmente corrigidas com a evolução dos sistemas. Algumas, sobretudo as ligadas aos acabamentos, continuam a pesar no desempenho.
| Desvantagem | Porque acontece | O que a previne |
|---|---|---|
| Algas e fungos na superfície | A fachada isolada fica mais fria e seca mais devagar | Pingadeiras, acabamento com baixa absorção de água, biocida |
| Danos por choque | O revestimento sobre o isolante é fino | Rede reforçada nas zonas expostas (categoria I) |
| Fissuras | Revestimento fino, rede em falta, cantos dos vãos sem reforço | Espessura e rede corretas, reforço nos cantos |
| Reação ao fogo | O EPS, sozinho, é combustível (classe E) | Sistema com a classificação exigida para o edifício |
| Manutenção | O acabamento envelhece com a chuva e o sol | Inspeções periódicas e reparação imediata |
Porque aparecem algas e fungos no Capoto?
Porque a superfície de uma fachada bem isolada fica mais fria e demora mais a secar, e a água que lá fica alimenta algas e fungos. É a anomalia mais comum: num estudo de 146 fachadas com ETICS no norte e centro de Portugal, a colonização biológica, as alterações de cor e as marcas de escorrência surgiram em cerca de metade da amostra.
O estudo e a explicação estão na publicação do LNEC e do IST: quanto maior a resistência térmica do sistema, mais fria fica a face exterior e maior o risco de condensação superficial. As manchas não afetam o desempenho térmico numa primeira fase, mas têm um grande impacto visual.
Os biocidas no acabamento ajudam, mas a mesma publicação avisa que não garantem bons resultados a longo prazo. Por isso recomenda, antes de tudo, reduzir a água que escorre pela fachada:
- Pingadeiras. Perfis de parapeito e capeamentos com pingadeira afastam a água da parede.
- Tubos de queda. Bem executados, para que a água não corra sempre pelo mesmo ponto da fachada.
- Acabamento. Baixa absorção de água e secagem rápida das camadas superficiais.
- Limpeza. Se as manchas aparecerem, lavar com água a baixa pressão e aplicar um biocida ou um novo acabamento com biocida.
O Capoto é frágil aos choques?
É mais frágil do que um reboco tradicional: o revestimento sobre o isolante tem poucos milímetros e um choque forte pode perfurá-lo. Nas zonas mais expostas, como o rés-do-chão junto à rua, deve usar-se um sistema da categoria I, que normalmente exige uma segunda rede de fibra de vidro reforçada.
Os sistemas são classificados em três categorias de resistência ao impacto, I, II e III, com ensaios de choque de 3 e 10 J. A publicação do LNEC e do IST indica que a categoria I se consegue em geral com rede reforçada, maior espessura do revestimento ou um acabamento mais resistente, como o cerâmico. Na ETA 22/0327, todas as configurações ensaiadas, mesmo as que levam rede reforçada, ficaram na categoria II.
Na mesma ETA, o sistema de revestimento ensaiado tem entre 4,3 e 6,8 mm de espessura. Uma perfuração não é só estética: deixa o isolante exposto à chuva e ao sol. Deve ser reparada logo que aparece.
Porque é que o Capoto fissura?
Quase sempre por um erro de aplicação: revestimento com espessura insuficiente, rede de fibra de vidro mal colocada ou em falta, ou cantos das janelas sem reforço. As fissuras deixam entrar água, e a água que chega ao isolante reduz a sua resistência térmica.
Num estudo norueguês de 61 edifícios com ETICS, citado na publicação do LNEC e do IST, as causas mais comuns incluíam tubos de queda mal executados, armadura do reboco ausente ou incorreta, revestimento muito fino, pontos singulares mal tratados e contacto direto do sistema com o solo. Também surgem fissuras nas juntas das placas, por retração e deformações diferenciais.
É por isso que o aplicador conta tanto como o sistema. Os nossos aplicadores de Capoto são certificados.
O Capoto é seguro em caso de incêndio?
O isolante mais usado, o EPS, é combustível, mas o que conta é a classificação do sistema completo, que tem de cumprir a exigência do edifício. Em Portugal, essa exigência vai de C-s3, d0 em edifícios de pequena altura a B-s2, d0 acima de 28 m.
A placa webertherm EPS 100 é da classe E, mas o sistema completo da ETA 22/0327 obtém a classe B-s1, d0. A mesma ETA avisa que, por não haver um cenário europeu de incêndio de referência para fachadas, alguns países podem exigir avaliações adicionais. Os valores portugueses vêm da publicação do LNEC e do IST.
O Capoto precisa de manutenção?
Sim: o acabamento precisa de inspeção visual, de reparação pontual quando há danos e de manutenção do aspeto com produtos compatíveis com o sistema. As anomalias devem ser reparadas logo que aparecem, porque a água que entra no sistema afeta o desempenho térmico.
A manutenção mínima consta da ETA 22/0327. A publicação do LNEC e do IST acrescenta inspeções periódicas para detetar microfissuras e mossas, e planos de manutenção definidos logo no projeto. Na prática, é o mesmo cuidado que uma fachada pintada pede, com produtos próprios para ETICS.
O Capoto é caro?
O custo inicial por m² é superior ao de uma pintura exterior convencional, porque inclui o isolante, a camada armada e o acabamento. Em contrapartida, bem aplicado, o Capoto permite muitas vezes poupar entre 30 e 50 % nos custos de aquecimento e arrefecimento.
A poupança de 30 a 50 % é a que indicamos na nossa página de aplicação de Capoto. O preço depende do tipo e da espessura do isolamento, da área e do estado da fachada, do meio de acesso e do acabamento. Fazemos uma visita técnica gratuita e um orçamento detalhado, com cada componente à vista.
As desvantagens do Capoto compensam?
Na maioria das casas, sim, desde que o sistema seja certificado e bem aplicado: quase todas as desvantagens nascem da execução e dos pormenores, não do conceito. Em troca, o Capoto reduz as pontes térmicas e a condensação interior sem roubar área útil à casa.
Antes de decidir, confirme três coisas: o nome do sistema e o número da sua ETA, a categoria de resistência ao choque prevista para o rés-do-chão e a forma como serão tratados os parapeitos, os cantos dos vãos e os tubos de queda.
Se ainda está a conhecer o sistema, comece pelo guia o que é o Capoto (sistema ETICS). Para ver como trabalhamos, visite a página de aplicação de Capoto.

